Traições, rupturas, brigas, fofocas, falsidades, vítimas e vilões não existem só nas novelas de Manoel Carlos ou nos bastidores da política. Acontece também na vida de quem escreve sobre política.
Ao leitor do texto abaixo, alguns avisos: - A história, um pequeno thriller , é uma ficção, baseada em fatos reais, bem reais. Qualquer semelhança, é mera coincidência. Não usarei nomes, para preservar a imagens dos personagens. Escreverei em primeira pessoa, porque gosto de ser o narrador-personagem.
Tenham paciência para ler tudo, que muito ensinará a vocês a não conversar com qualquer um, ou acreditar em qualquer um na rua. A história de um triângulo amoroso, que escandalizou secretários de governo, jornalistas, tios e tias, amigos e amigas e até chefe-mor do Executivo. O que faria Nelson Rodrigues ficar de cabelo em pé pelo script que teria nas mãos.
Como comentou um tio meu, magnata e aristocrata goianiense, após eu narrar a ele uma história parecida com essa. "Se fosse na minha época isto seria motivo para apedrejamento em praça pública."
Vamos lá para dar fim no circo de horrores:
DE TRAIÇÃO E DE SOMBRAS
Tem sempre um dia em que a casa cai. Tem sempre um dia em que as máscaras caem. Mas, confesso, não foi por falta de aviso. Antes mesmo de me meter a escrever no jornal Folha da Manhã* já ouvia histórias sobre a Bitnely. Já a conhecia das mesas dos bares com aquele que foi meu namorado, que eu considerei (dó de mim) meu melhor amigo, daquele que toda a minha família recebeu de braços abertos. Pois bem, já tinha escutado que a fama dela não era nada boa. Eu sempre com meu pezinho atrás. Nunca gostei de julgar ninguém. Mas, tinha atitudes dessa moça que atacavam diretamente o trabalho das minhas amigas. E a antipatia anterior ganhou doses cavalares de anabolizantes.
Uma professora da UFG: "A Bitnely? Tome cuidado com aquela menina. Ela é uma cobra."
Minha ex-sogra: "Detesto aquela mulher. Aquela moça não é nada confiável."
E o previsível aconteceu...
Usou desculpas de "indícios" de traições minhas para se justificar. Eu não o trai. E não me arrependo disso.
Por que senão que respaldo eu teria para crucificá-los agora?
E o que eu mais gosto é crucificar a quem merece. Não sou ingênua. Traição acontece todo o dia, o tempo todo. Mas, para trair alguém é melhor que seja arquitetado. A sociedade cristã ocidental condena os mentirosos, condena os traidores.
Pior que traidor, é ser mau carácter. Como alguém consegue trair a quem diz amar, dormir na mesma cama com ela, fazer cara de santo para as pessoas que o rodeiam? Eu não consigo. Como eles atuavam tão bem em mesa de bares quando eu estava presente?! Juro que se eu aprendesse a atuar assim seria atriz global. Me ensinem, por favor.
Eu não conseguiria conversar com a namorada de alguém que eu ficasse. Eu passaria longe dela, por vergonha. por princípios. Eu não iria expor um namorado meu ao ridículo, como por exemplo, ficando com um amigo dele ou conhecido.
Isto não é um ataque de puritanismo. É apenas uma denúncia para que vocês tomem cuidado com os dois. Porque assim, já ficam sabendo do que são capazes.
Mesmo após o término, antes de eu saber de todas essas coisas, antes mesmo de saber que eles tinham ficado, eu o encontrei. E eu cai na atuação do Sr. melhor ator do ano. - "Eu ainda te amo, ninguém consegue ser como você. Não fique perto de mim que eu não sei o que posso fazer".
Confesso que senti arrependimento em sua voz. Confesso que algo me dizia que as coisas tinham saído do lugar.
Naquela semana, estava tudo bem. Tínhamos ido ao cinema, namorado bastante. O Palhaço* durmiu aqui em casa 4 dias. Andou de bicicleta com meu pai. Jogou no PC com meu pai e com meu primo, que estava de férias na minha casa. Na sexta, me avisou sobre uma festa que aconteceria no domingo. Nessa época eu ainda não trabalhava em um jornal, pouco convivia com os profissionais da área, mas já conhecia alguns dos meus tempos de rádio e de festas. Era aniversário de um jornalista, que todo mundo adora. Pois bem, eu iria à festa. Iria se o Palhaço não tivesse barrado minha ida no sábado a tarde. Eu chorei. Eu pedi para ir. Mas, com aquele olhar frio, respondeu que não, e não teria mais conversas.
No domingo não fiquei em casa. Sai com a Marcela, minha colega de trabalho atualmente, e grande amiga de faculdade. Contei o ocorrido, mas o pior do ocorrido só viria à tona agora.
Enquanto eu estava com a Marcela, minha cabeça não conseguia parar de pensar.
- Mas, por que eu não pude ir ?
- Conversa fiada que é para não ter que me dar atenção, porque eu nunca precisei de atenção de ninguém para conhecer pessoas novas em uma festa.
- Será que é por causa da Bitnely ?
E olha aí, minha intuição quase nunca falha.
O Palhaço ficou com Bitnely. Apesar de terem subido para o apartamento (a festa era no salão de festa do prédio), vários jornalistas - amigos deles - viram.
Comentário de uma amiga minha no churrasco, que na época tinha me visto apenas uma vez na vida. " O que faz um cara que tem uma namorada linda e gente boa ficar fazendo massagem em uma cidadã chata e horrorosa como aquela?"
Morro de rir dos comentários que escuto. Apesar de tudo ter sido trágico para mim, me divirto com a reação das pessoas que nos conhecem. E quantos amigos eu ganhei com o mesmo pensamento sobre os dois. Quantos!!
Quando me perguntam sobre os acontecimentos eu conto tudo, sem pular nenhuma parte, detesto omitir as verdades. Faltava contar este resto que só soube na semana passada. Ainda mais verdades que me glorificam. Já dizia um professor de cinema meu: "Nós sentimos carinho, cuidado, com as vítimas." Por isso, eu sou a mocinha da trama.
Mas, não. Não precisam sentir dó de mim. Sintam-se felizes por mim. Eu me sentia sufocada, como se soubesse que o tempo todo convivia com o veneno ao meu redor. E eles se merecem. Uma salva de palmas para a junção da arrogância e da hipocrisia.
Segunda cena.
Sábado a tarde. Sai do jornal e fui encontrá-lo em um bar onde já estava com um amigo seu. Um amigo igualmente falso.
Mais tarde chega mais três amigos seus - bem, na verdade, dois. Já que um o detesta e vice-versa. E lá está ela. Volto para casa mais cedo. Combino com ele para me pegar as 23 horas. No outro dia tínhamos que acordar cedo, era aniversário da mãe dele.
Liga as 21. - Que horas vem me buscar?
- Vou demorar. Não vou agora.
- Então, vou sair com minhas amigas. Quer ir? Vc sempre reclama que quase nunca saímos com meus amigos.
- Não. Vou ficar aqui.
(Na verdade, a conversa fui um pouco mais conturbada que isso. Não admito alguém combinar alguma coisa comigo e mudar os planos sem justificativas plausíveis para tal).
Sai de casa, passei em um bar antes para esperar meus amigos chegarem. Quando chegaram sai dali. Voltei 1 da manhã para casa.
E ele?
Rá. Ele estava com a Bitnely.
E no outro dia? Bem, no outro dia me trata com a cara mais cínica do mundo.
Neste dia, minha ex-sogra. com palavras maternais de uma mãe que quer avisar a filha, me disse quando ele não estava por perto.
- Eu gosto muito de você. E vou te avisar : Pensa se é essa pessoa, que é meu filho, que você quer para sua vida. Ele nem pode me ouvir falar isso. Mas, você não merece o que ele faz, nem como ele te trata.
Eu não tenho problema nenhum em contar tudoooooo para todo mundo. Aliás, é um prazer imenso mostrar o lixo que eles são.
Ficar no mesmo ambiente que qualquer um é insano, é surreal. Me dá uma vontade de rir.
Já virou até piada entre minhas amigas que cantam. "1,2,3. Not only you and me.Got one eighty degrees. And you caught in between Countin' 1, 2, 3. Peter, Paul & Mary."
Poderiam pelo menos ter me avisado se eu queria um triângulo. Pelo menos perguntar por educação: "Você vai participar?" Hahahahha.
Não acho o fim, mas seria com pessoas mais bonitas, né ?!? Porque os dois me dão nojo.
E ela?!?! Ahh, essa consegue ser mais falsa. Não me tratava como melhor amiga, mas como amiga até. Cheguei a acreditar. Costumo a dar chance para as pessoas mostrarem quem realmente são, sem me levar pelo julgamento de outras
Bem, ela mostrou quem realmente é.
E aí, alguém vai negar? Alguém vai desmentir?
*********************
Gostam mais de mim agora?
Quem não gostou do texto, vamos lá, ligue e dê piti pelo telefone, apronte escândalo quando me encontrar, arme a vingança. Porque eu colocarei o celular no viva-voz, chamarei a platéia, e assistiremos de camarote.
Se alguém não quiser entender. E falar, pois que fale. Eu não vou me importar com a maldade de quem nada sabe. E se alguém interessa saber sou bem feliz assim. Muito mais do que quem já falou ou vai falar de mim. Para completar: eu falo alto desde que nasci. Eu dou gargalhada, porque eu vivo feliz desde que nasci. E não tenho culpa de ter uma Família que convive no meio de autoridades, logo morram de reclamarem sobre como eu sou, só porque muita gente gosta de mim. Acho vcs um bando de frustrados.
Meu blog ainda vai virar um livro.
:D